
O cenário empresarial brasileiro apresenta desafios significativos em termos de sobrevivência. De acordo com dados do IBGE, aproximadamente 60% das empresas que iniciam suas atividades no país não conseguem se manter operando após cinco anos. Especificamente, das empresas fundadas em 2017, apenas 37,9% estavam ativas em 2022.
A taxa de sobrevivência varia conforme o porte da empresa. Entre as empresas de maior porte, com 50 ou mais funcionários assalariados, a taxa de sobrevivência foi de 60,9% em cinco anos. Nas de médio porte, com 10 a 49 funcionários, foi de 55,4% no mesmo período. A taxa caiu para 35,9% nas companhias menores, com 1 a 9 empregados.
Além disso, a taxa de sobrevivência varia de acordo com o setor de atuação. O comércio apresenta uma taxa de mortalidade de 30,2% após cinco anos, enquanto a indústria extrativa registra a menor taxa, com 14,3% das empresas fechando no mesmo período.
Esses números evidenciam os obstáculos que os empreendedores brasileiros enfrentam, como a complexidade tributária, burocracia, acesso limitado a crédito e instabilidade econômica.
Apesar desses desafios, o Brasil é reconhecido por seu espírito empreendedor vibrante. Muitos brasileiros veem no empreendedorismo uma oportunidade de transformação social e pessoal. Uma pesquisa revelou que 51% dos entrevistados afirmam que o principal motivo para empreender foi a vontade de mudar o mundo. Já para 14% dos empreendedores, o impulso partiu da vontade de ser dono do próprio negócio.
O perfil do empreendedor brasileiro é marcado pela resiliência, criatividade e disposição para assumir riscos. Características como gostar de desafios, ser resiliente, não desistir, não ter medo de assumir riscos, ser criativo, visionário e criador de soluções, alto senso de oportunidade e responsabilidade em todas as situações são comuns entre os empreendedores do país.
Em termos demográficos, existem no Brasil 28,6 milhões de empreendedores: 9,8 milhões de homens negros, 8,7 milhões de homens brancos, 5,0 milhões de mulheres brancas e 4,7 milhões de mulheres negras. Os homens e mulheres brancos(as) têm maior presença no Sudeste, já os homens e mulheres negros(as) têm maior presença no Nordeste. Em relação à escolaridade, as mulheres brancas são as que possuem maior proporção de ensino superior (39%), enquanto os homens negros são os menos escolarizados (45% têm fundamental ou menos).
Em conclusão, embora o ambiente empresarial brasileiro apresente desafios significativos, o espírito empreendedor do brasileiro permanece forte. Com resiliência, criatividade e uma visão voltada para a inovação, os empreendedores do país continuam a buscar oportunidades e a contribuir para o desenvolvimento econômico e social do Brasil.
Na minha experiência como Consultor Empresarial, o que tenho percebido no brasileiro é de fato um espírito muito empreendedor. Porém a ausência de uma base sólida em finanças pessoais, e por não tratar adequadamente o dinheiro, resultado de não ter recebido uma educação financeira com seus pais e até mesmo nos bancos da escola, faz com que estes “verdadeiros guerreiros destemidos” repitam o fracasso das finanças pessoais dentro dos seus negócios. Por esta razão é muito importante a contratação de um profissional experiente e sério para te auxiliar na condução da sua empresa.
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